sábado, 28 de junho de 2014

Capítulo 13- Beijo e Revelação


Mas os lábios sensuais lhe sufocaram o grito. Ele não vacilou, mesmo quando Demi se contorceu e tentou oferecer resistência. J.A. atirou o cigarro no chão de terra e, com o braço livre, a puxou contra a extensão do corpo musculoso.
A força e o calor que dele emanavam enfraqueceram a determinação de Demi. Lentamente, ela se tornou ciente das próprias mãos apertando, ávidas, os braços fortes, e da respiração quase sufocada. E começou a sentir o calor da boca de J.A. contra a sua, os movimentos eróticos se tornando mais gentis e insistentes a cada segundo.
Wilmer a beijara. Assim como outros rapazes. Mas não fora nada parecido com aquilo. Demi quase não sentia o sol que lhe queimava a cabeça ou ouvia o barulho que os cercava. Não sentia sequer o cheiro da poeira. Os movimentos defensivos se tornaram hesitantes antes de ela ceder aos braços que se fechavam como garras de aço em suas costas.
J.A. a colou ainda mais ao corpo, e ela experimentou um leve tremor diante da sensação desconhecida de permitir que um homem a abraçasse com tanta intimidade.
Os lábios sensuais recuaram alguns milímetros, roçaram e tocaram os cantos dos de Demi. Ela se fundiu inesperadamente à parede sólida daquele corpo. O rosto áspero escorregou devagar contra o dela, recuando apenas o suficiente para que J.A. pudesse lhe ver os olhos. O prazer vertiginoso que reconheceu neles o tornou faminto. As íris chocolates sob os cílios escuros e longos o encaravam, curiosas, e cheias de desejo.
- Os... homens... - Demi conseguiu dizer, sem muita preocupação.
J.A. a fez girar o suficiente para que ela constatasse que estavam protegidos pelo trailer que transportava o gado.
- Que homens, pequenina? - sussurrou ele, os lábios resvalando os dela como asas de uma borboleta. Recuando, provocando. - Escorregue os braços sob os meus. - Mordiscou-lhe o lábio inferior. - Para se encostar em mim.
Demi obedeceu, impotente, imergindo em um doce esquecimento que pulsava com as sensações até então desconhecidas. As mãos pequenas se espalmaram contra as omoplatas largas. Era estranho, pensou ela, entontecida, como os dois se encaixavam com perfeição apesar da diferença de altura.
- Beije-me, sra. Jonas - sussurrou J.A. induzindo-lhe a boca a se abrir.
Demi se entregou ao beijo. Os lábios que capturavam os seus se mostraram gentis a princípio, e depois se tornaram mais ousados. Ela gemia de prazer à medida que a pressão e a insistência aumentavam para uma invasão ousada que lhe fez as pernas tremerem contra os músculos rígidos que as comprimiam.
De repente, J.A. a soltou e recuou, com a mandíbula contraída e os olhos refletindo um brilho estranho.
- Não é hora nem lugar - disse com voz rouca. Em seguida, respirou fundo e observou o resultado do que fizera. Assentiu com um gesto de cabeça quando percebeu os inconfundíveis sinais de excitação. - Sim, você me deseja. Já é um começo.
Demi engoliu em seco. Os lábios ardiam e, quando os fechou, sentiu o sabor de J.A. Queria lhe perguntar por que, mas ele a segurou pela mão e a puxou para que o acompanhasse.
- Esses são espécimes Hereford - explicou como se nada tivesse acontecido. - Você sabe que cruzamos gado Brahman com Shorthorn para produzir Santa Gertrudis. Bem, esse é outro tipo de cruzamento.
J.A. prosseguiu, dando-lhe uma verdadeira aula sobre cruzamento de gado.
Demi escutava, mas os olhos se detinham a admirar aquele belo rosto másculo, enquanto sentia o corpo em chamas.
J.A. acendeu um cigarro enquanto falava e, em determinado momento, sorriu para ela de uma forma que lhe fez o coração bater desgovernado contra as costelas.
Ambos pareciam ter cruzado uma nova ponte, de repente, e Demi sentia uma excitação que nunca antecipara.
Mesmo quando ele teve de deixá-la para voltar ao trabalho e Demi cavalgava de volta para casa, aquela sensação perdurava. Desejava apenas saber para onde se encaminhavam.
Ao encará-lo, saboreando os traços bem marcados do rosto de J.A., a compleição morena e corpo musculoso, Demi imaginara como seria o filho dos dois.
O pensamento a envergonhara, e ela desviara o olhar. Haveria muito tempo para aquele tipo de curiosidade mais tarde, se e quando as coisas se acertassem entre eles
[...]
A vida se complicou rápido. Wilmer veio visitar Demi na manhã seguinte, mostrando-se um pouco hesitante porque para todos os efeitos, ela estava casada com J.A.
Ele não conseguia entender ao certo o que se passava. Demi lhe dissera que o casamento fora um erro, mas o olhar de J.A. lhe lançava adagas do outro lado da mesa de centro da sala de estar, fazendo-o se sentir como um alvo diante de um atirador de elite.
- Eu...uh... pensei que talvez pudéssemos ir ao cinema amanhã à noite. Se J.A. não se incomodar. - Wilmer se apressou a acrescentar.
Demi não voltara a se encontra com J.A até a visita de Wilmer, mas lá estava ele, sentado ereto como uma dama de companhia. E a forma como encarava Wilmer a estava deixando nervosa.
J.A. se inclinou para trás na cadeira, fumando com uma autoconfiança arrogante.
- Demi é minha esposa - disse ele ao homem mais jovem. - Acho que mulheres casadas não devem desfrutar de encontros românticos com outros homens. Apenas um capricho meu - concluiu com um leve quê de periculosidade no semblante.
Os olhos do veterinário se arregalaram.
- Pensei... Demi disse... - gaguejou Wilmer relanceando o olhar a ela, mas não recebendo nenhuma ajuda. - ... que tudo não passou de um erro.
- Talvez tenha começado dessa forma. Mas Demi e eu estamos determinados a tirar o melhor de nosso infortúnio. Certo, Demetria?
Demi o encarou, indecisa. Não se sentia mais a mesma desde o dia anterior, quando J.A. a beijara com tanta paixão. Ele a estava encostando contra a parede e não lhe deixando nenhuma rota de fuga.
- Ora, escute aqui, J.A. - começou .
Um sorriso preguiçoso bailou nos lábios finos.
- Joseph, querida, lembra? A memória dela falha com muita frequência, pobre menina - disse ele a Wilmer.
- Isso não é verdade! - protestou Demi irritada. - Nunca me esqueço de nada!
- Apenas a alguns minutos atrás, esqueceu-se de que somos casados. - J.A. deu de ombros. - Não pode culpar um homem por se preocupar quando a própria esposa esquece que está casada com ele.
Demi o fulminou com o olhar, enquanto Wilmer se remexia, constrangido, na cadeira. Parecia que o mundo ruía ao seu redor.
- Gostaria de examinar aquelas duas vitelas com parasitose outra vez - disse ele a J.A., mudando de assunto. - Como estão os bezerros com disenteria que vínhamos tratando?
- Estão melhores - respondeu J.A. - No entanto, eu me sentiria mais tranquilo se tivéssemos mais tempo para observá-los. Há muito gado doente no rancho. Não estou gostando disso.
- Creio que seria muito bom verificar as condições da pastagem - Wilmer sugeriu. - Talvez estejam ingerindo alguma substância tóxica.
- Isso também me ocorreu - concordou J.A. - Vou mandar verificar aqueles reservatórios hoje, também. É possível que algo esteja contaminando o suprimento de água.
- Agradeça à sua boa estrela por não estarmos nas Guadalupe Mountains, onde estão as salinas - murmurou o veterinário.
- Agradeço; todos os dias - J.A. se ergueu. - Vou acompanhá-lo até a porta. Iremos receber visitas hoje, portanto, não tenho muito tempo. Pedirei a Darby que o leve para ver aqueles bezerros.
Demi não gostou da expressão estampada no rosto de J.A., e se levantou de um salto.
- Eu também vou.
J.A. arqueou uma sobrancelha, mas não disse nada. Ela saiu atrás de Wilmer, que parecia muito nervoso.
Os três caminharam na direção do estábulo, onde Darby, um vaqueiro mirrado e baixo, trabalhava. J.A. deixou o veterinário na companhia de Darby e voltou para onde Demi esperava, observando.
Em seguida, segurou-a pelo braço e a levou na direção do Fort, estacionado ao lado do alojamento deserto, e algumas centenas de metros do estábulo dos fundos.
- Para onde vamos? - Ela quis saber.
- Para o aeroporto, encontrar meus irmãos. Esqueceu?
- Pois é... Mas eu não sabia que iria recebê-los com você. Não estou vestida de maneira adequada...
- Para mim, você está muito bem - murmurou ele, os olhos percorrendo, com aprovação, a saia longa de brim, as botas de cano alto e o pulôver de tricô. - Gosto de seu cabelo solto dessa forma.
- É mesmo importante o modo como o uso? - indagou Demi com frieza. - Afinal, não me tornam menos gorda.
J.A. prendeu a respiração. Em seguida, lhe segurou a mão e a puxou em sua direção, os olhos verdes calmos e firmes no rosto de Demi.
- De tudo o que eu disse, isso é o que mais lamento - começou ele. - Porque você me agrada exatamente do jeito que é. Queria ofendê-la. - Fitou as mãos pequenas. - Deus! Falei coisas que não sinto. Foi um susto, e não muito agradável naquele momento. Eu desconhecia as circunstâncias, se é que posso usar isso como justificativa. Não espero que supere aquele episódio horrível tão cedo, mas talvez essas feridas acabem cicatrizando. Essa é minha esperança.
Demetria observou os lábios dele antes de voltar a encará-lo.
- Éramos amigos, J.A. Gostaria que voltássemos a ser.
- É mesmo? - Ele se aproximou um passo, a expressão tão ameaçadora quanto o corpo perfeito e rígido. - Depois do que houve ontem, duvido que algum de nós se conforme apenas com amizade. - Foi a vez de os olhos verdes de J.A. se fixarem nos lábios carnudos. - Eu a desejo.
Demi recuou um passo, o rosto refletindo a indecisão que sentia.
- Você também deseja Blanda.
J.A. franziu a testa.
- Da mesma forma que você deseja Wilmer? - indagou desconfiado. - Que pretendente! Disparando pela porta sem você. Eu me arriscaria a ter a cabeça rachada com uma paulada para levá-la comigo, se fosse ele.
- Adoraria vê-lo rachar a própria cabeça com uma paulada - Demi resmungou.
J.A. soltou uma risada entre dentes.
- Não foi isso o que quis dizer. - Ele ergueu o queixo e, com um dos olhos estreitados, a examinou de cima a baixo. - Você o quer, pequenina? - indagou com muita suavidade.
Em seguida, J.A. lhe soltou a mão e ergueu a dele, para escorregar as juntas dos dedos pela clavícula de Demi, bem devagar, sobre o tecido do pulôver. O som que o movimento produzia ecoava no silêncio do início da manhã. Os olhos verdes observavam-lhes o repentino rubor do rosto, o sussurro da respiração ofegante.
- J.A. - sussurrou Demi insegura, mas não tentou se afastar.
- Está tudo bem. Sou seu marido.
Demi não conseguia raciocinar, o que era uma vantagem. O dorso da mão longa se moveu mais para baixo, sobre o tricô da blusa até as curvas generosas dos seios, de um lado para o outro, com delicadeza terna, até que ela sentisse todo o corpo em chamas. Setia-se arder de desejo.
Como se pressentisse a excitação de Demi, ele roçou o dedo indicador num dos mamilos, tornando-o rígido e sensibilíssimo, e fazendo-a ofegar alto.
J.A. percebeu, com surpreendente satisfação, o rubor que fazia queimar o rosto de Demi e o leve tremor que lhe perpassou o corpo.
- Era mentira - disse conciso. - Você nunca se deitou com Wilmer. Nem com nenhum outro homem.
Demi não podia negar. Mas também não conseguia se mover. Era como se J.A. lhe tivesse atirado um feitiço. Amava o prazer que aquele toque lhe proporcionava. Na verdade, estava se embebedando nele.
J.A. olhou ao redor, frustado e ávido por lhe ensinar mais daquela lição superficial, mas os malditos vaqueiros se encontravam espalhados por todos os lugares, surgindo para começarem suas atividades. A qualquer minuto viriam para aquele estábulo dos fundos. Seus irmãos chegariam dentro de meia hora. Teve vontade de esbravejar.
Voltou a encarar Demi, com novas linhas lhe vincando o rosto severo.
- Isso terá de ser o suficiente, por ora. - Ele escorregou a mão livre pela cascata espessa de fios castanhos-avermelhados, antes de lhe erguer o queixo. - Deus, isso dói...!
Demi não entendeu. Os lábios de J.A. se apossaram dos dela com movimentos provocantes, e a mão longa vagou lentamente sob um dos seios fartos, erguendo-o de leve, enquanto o polegar friccionava o mamilo intumescido.
- Oh! - Demi gemeu contra a boca quente, mas J.A. tinha certeza de que não fora dor que fizera aquele som lhe escapar da garganta.
- Abra a boca - pediu ele, com os lábios colados nos dela.
Demi obedeceu, lhe envolvendo o torso com os braços, estremecendo ao tentar comprimir o seio contra a mão que o estimulava. No mesmo instante, porém,  J.A. moveu ambas as mãos para as curvas generosas de seus quadris e os puxou com força contra os dele.
A exclamação de surpresa que ela deixou escapar penetrou na boca de J.A., enquanto ele lhe movia os quadris com movimentos rotativos contra a evidente ereção. Porém, logo interrompeu aquela intimidade erótica e a afastou.
- Não - disse ele quando, entontecida, Demi tentava retornar ao círculo excitante daqueles braços. - Venha. - J.A. a segurou pelo braço e a puxou na direção do carro.
A mão era áspera contra a maciez do braço de Demi, mas nem percebeu. Ela inteira tremia. Então era essa a sensação de fazer amor. Tinha certeza de que havia muito mais que isso; como, por exemplo, estarem despidos.
Com a pele em chamas, ela exalou um suspiro rouco diante do pensamento daquelas mãos longas e fortes em seu corpo nu.
- Sra. Experiência - disparou ele dirigindo-lhe um olhar furioso. - Meu Deus! Por que mentiu para mim?
- Achei que isso me deixaria menos vulnerável - Demi respondeu sem pensar.
Os olhos claros se desviaram dos lábios intumescidos, que se encontravam entreabertos, e se fixaram na expressão chocada de Demi.
- Parece menos vulnerável, sim - afirmou J.A. sarcástico.
- Não precisa debochar de mim. Não posso evitar a reação que você me causa.
J.A. abriu a porta do carona do Ford e se afastou para trás, para que ela pudesse entrar.
- Não estou debochando de você, Demi. Se quer saber a verdade, fico louco de excitação ao vê-la se derreter quando a toco.
Demi ergueu o olhar para encará-lo, curiosa e um pouco temerosa. J.A. parecia muito maduro, e sua experiência estava a anos-luz da que ela possuía.
- O que fez... comigo? - perguntou ela hesitante, tentando não gaguejar. - É assim a sensação que se tem na cama?
O coração de J.A. pareceu perder uma batida, e depois começou a bater descontrolado. O corpo ameaçava entrar em combustão espontânea. Ele lhe procurou o olhar em um silêncio que pulsava com promessas.
- Por que não vem para minha cama esta noite e eu lhe mostro?
Os olhos de Demi se arregalaram até as pupilas quase lhes bloquear a cor.
- Quer dizer... dormir com você?
J.A. assentiu.
- O alojamento está vazio, agora que o recolhimento do gado chegou ao fim. Você é minha esposa - disse sentindo aquelas palavras lhe percorrerem todas as células do corpo. - Não há nada do que se envergonhar - acrescentou quando lhe percebeu a hesitação. - Seria apenas a consumação de nossos votos de casamento. - Ergueu-lhe uma das mãos e pressionou a palmas macia nos lábios famintos. - Até que durma comigo, não estaremos legalmente casados. Sabia disso?
- Não. Quero dizer, não sabia. - Demi titubeou. O brilho naquele olhar parecia lhe derreter os tornozelos. Mal conseguia se manter em pé.
Era difícil lembrar a si mesma que aquele homem não a amava. Tinha de tentar manter aquilo em mente, mas ficava difícil raciocinar quando os olhos claros de J.A. a devoravam daquele jeito.
- Está com medo? - perguntou ele, gentil.
- Sim, um pouco - Demi confessou em um sussurro.
- Serei cuidadoso com você. - J.A. lhe puxou a mão, encostou-a no peito musculoso e a deixou pressionada lá, com a palma voltada para baixo, para que ela pudesse lhe sentir as batidas fortes do coração sob o tecido da blusa.
- Vai doer - disparou ela.
- Talvez. Mas você não vai se importar.
Demi o fitou.
- Talvez descubra hematomas em seus quadris amanhã, porque fui rude com você agora há pouco - continuou ele devagar. - Não tive intenção de aplicar tanta força, mas você estava se esforçando para voltar aos meus braços depois, e não o contrário.
Os lábios sensuais se entreabriram. Demi havia esquecido a sensação de que as mãos de J.A. pareciam garras de aço ao lhe segurar os quadris.
- Quer dizer que é aquela a sensação.
- Sim, parecido. Uma febre que queima, tão incontrolável e alta que acaba por embotar a doer. - O semblante de J.A. se tornou sério. - Eu a farei desejar tanto que não se importará com o que eu fizer.
- Mas e quanto a Blanda...? - soou o murmúrio pesaroso.
J.A. lhe envolveu o rosto com as mãos e se inclinou para lhe beijar a testa com uma ternura de tirar o fôlego.
- Blanda foi apenas uma diversão prazerosa e muito inocente. - J.A. escorregou a lateral do rosto pelo dela, de modo que a respiração soprasse na orelha de Demi. -Nunca dormi com ela...
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BEIJO JEMI QUASE HOT !!!!! HAHAHAHAHHA :*
CARALHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO :O Olá peitos kkkkkk

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