segunda-feira, 23 de junho de 2014

Prólogo - ''Casamento Forçado'' !!!


Demetria sabia que não iria encontrá-lo no estábulo naquele dia do ano. Era lá que ele costumava estar àquela hora. Em qualquer outra ocasião, J.A Jonas estaria sempre dois passos à frente de seus homens no que dizia respeito à alimentação dos animais, sobretudo com a seca, que tornara a grama marrom e quebradiça nas últimas semanas.
Fora o clima árido que quase provocara a falência do pai de Demetria. Mesmo com o rio Grande a apenas quilômetros de distância, água era um bem precioso naquela região, e os poços continuavam secando, deixando vazios os reservatórios alimentados pelo rio.
O clima do oeste do Texas costumavam ser quente em meados de setembro, mas o vento estava forte, e o fim da tarde, extemporaneamente frio.
Demetria vestira uma jaqueta antes de sair, e agora agradecia por isso, embora a friagem da tarde a fizesse estremecer.
Começava a escurecer, e ela sabia que se não conseguisse encontrar J.A. antes do pai, aquilo significaria outra briga desagradável. Nas últimas semanas, Patrick Lovato e seu administrador pareciam estar sempre atracados à garganta um do outro, e Demetria queria evitar discussões. O pai sempre se irritava quando o dinheiro ficava curto. As coisas não poderiam estar piores no momento.
J.A. estava bebendo. Demetria sabia. Era aquela época do ano outra vez. Apenas Demi tinha noção da importância daquele dia de setembro na vida de J.A. Certa vez, cuidara dele durante uma gripe e, em delírio febril, J.A. lhe revelara tudo. Ela não lhe contara que ficara sabendo, claro. J.A., como era chamado, embora ninguém soubesse o que significavam as iniciais, não costumava revelar seus assuntos pessoais a ninguém.
Nem mesmo à moça que o amava mais do que a própria vida.
J.A. não amava Demi. Nunca amara. Ela, no entanto, o adorava desde os 19 anos, quando ele fora contratado para substituir o administrador de Patrick Lovato, que havia se aposentado. Bastara um olhar para o homem ágil, esbelto, de olhos claros, feições aquilinas e o rosto austero para se apaixonar irremediavelmente. Aquilo fora três anos atrás, mas seus sentimentos não mudaram. Talvez nunca mudassem. Demetria Lovato era uma mulher muito obstinada. Até mesmo o pai reconhecia aquilo.
A luz do alojamento se encontrava acesa, embora ainda não estivesse escuro. Aquilo a fez contrair as feições em uma carranca. Os homens estavam no campo, tangendo o gado, porque a estação de nascimento dos bezerros ia a pleno vapor, e todos ficavam nervosos nessa época do ano. O que significava longas horas de trabalho e pouco sono. Não era comum que alguém estivesse no alojamento àquela hora do dia. O que a levara a crer que se tratava de J.A. E ele devia estar bebendo. Mas a bebida alcoólica era algo que Patrick Lovato não tolerava em seu rancho. Nem mesmo quando o abuso era praticado por um homem de quem ele gostava e a quem respeitava.
Demi afastou do rosto uma mecha solta do cabelo castanho levemente avermelhado e mordeu o lábio inferior carnudo. A longa e ondulada cabeleira se encontrava presa em um rabo de cavalo, atada com uma fita de veludo que combinava com a tonalidade chocolate de seus olhos.
Era uma moça bonita, tinha uma figura agradável,. Isabella não se encontrava acima do peso, apenas tinha uma corpo curvilíneo que preenchia generosamente o jeans. Tocado pelo sol, o cabelo refletia uma nuance quase vermelho-dourada. Com um pouco de esforço, poderia parecer graciosa. Contudo, Demetria fazia mais o gênero rapazinho. Sabia montar em qualquer animal e atirava tão bem quanto o pai. Às vezes, porém, desejava ter a aparência de Blanda, a mulher rica e divorciada com quem J.A. saía de vez em quando. Demetria sabia a razão pela qual ele se envolvera com Blanda, e aquilo a feria.
Ela estacou diante da porta do alojamento, esfregando as mãos no jeans em um gesto de nervosismo, antes de ajustar a jaqueta ao corpo contra o vento frio. Em seguida, bateu com força na madeira maciça.
- Vá embora!
Demi, reconhecendo o tom rude e inflexível, suspirou. Aquele seria um dia longo.
Com a mão enluvada, empurrou a porta e entrou no calor do dormitório comum, onde beliches se enfileiravam ao longo da parede. Na extremidade oposta, numa cozinha improvisada, os homens podiam preparar refeições.
Ninguém ficava ali por muito tempo. A maioria dos vaqueiros era casado e tinha a própria casa no rancho, exceto J.A. Todavia, durante a época da parição e do recolhimento do gado, os homens contratados para o trabalho temporário se alojavam ali. Naquele ano, havia seis, os suficiente para preencher a capacidade do alojamento. No entanto, partiram dentro de uma semana, e o administrador do rancho teria o lugar para si outra vez.
J.A. estava recostado em uma cadeira, com as botas sujas de lama cruzadas sobre a mesa. O chapéu, inclinado sobre um dos olhos claros, escondia a maior parte do cabelo empoeirado. Uma das mãos longas se fechava em torno do copo de uísque. Erguendo o chapéu com o dedo, ele espiou para constatar que se tratava de Demetria, e com um sorriso de escárnio tornou a enterrá-lo na cabeça.
- Que diabos você quer? - perguntou ele com a voz engrolada.
- Salvar sua pele sórdida, se puder - retrucou Demetria no mesmo tom áspero. Em seguida, bateu a porta com força, retirou a jaqueta para revelar o suéter branco que trazia por baixo e se dirigiu direto à cozinha para preparar um bule de café.
J.A. a observou com olhar desinteressado.
- Salvando-me outra vez, Demi? - Ele soltou uma risada debochada, utilizando o apelido com que era conhecida. - Para quê?
- Estou morrendo de amor por você - resmungou ela ao encher a cafeteira. Era a pura verdade, mas Demetria fazia soar como a mentira mais deslavada.
J.A. também interpretou daquela maneira e soltou uma risada alta.
- Claro que está. - Bebeu o que restava no copo e esticou a mão para pegar a garrafa de uísque.
Demi, porém, foi mais rápida e agarrou a garrafa antes que ele a tocasse, algo que nunca seria capaz de fazer se J.A. estivesse sóbrio. Em seguida, despejou o conteúdo na pia.
- Maldita garota! - exclamou ele com o olhar cravado no recipiente vazio. - Essa era a última que eu tinha!
- Ótimo. Assim, não terei de revirar este lugar de cabeça para baixo à procura de outra. Sente-se, enquanto preparo café. Isso o deixará sóbrio antes que papai o encontre. - Demi ligou a cafeteira. - Oh, J.A. Ele está vasculhando as montanhas atrás de você neste momento! Sabe o que meu pai fará se o encontrar nesse estado!
- Mas ele não me encontrará, certo, querida? - J.A. se aproximou por trás até segurá-la pelos ombros e puxá-la contra o calor de seu corpo esguio. - Você me protegerá. Como sempre.
- Um dia, não conseguirei chegar a tempo. - Demi suspirou. - E então, o que será de você?
J.A. lhe ergueu o rosto, forçando os olhos preocupados a encará-lo, o que provocou arrepios deliciosos pelo corpo de Demi. Ele nunca a tocava, exceto quando estavam brincando ou dançando.
J.A. emanava força, assim tão próximo, e ela teve de baixar o olhar para não revelar o que sentia.
- Nunca ninguém se importou, exceto você - murmurou ele. - Não sei se gosto de ser cuidado por uma menina que tem a metade da minha idade.
- Não tenho a metade de sua idade. Onde ficam as xícaras? - perguntou ela em tom calmo, tentando distraí-lo.
Mas J.A. não mordeu a isca. Os dedos longos lhe afastaram uma mecha do cabelo solto.
- Quanto anos tem, Demi?
- Sabe muito bem que tenho 21. - Tinha de manter a voz firme, e decidiu encará-lo, para mostrar que ele não a afetava, mas a expressão flamejante naqueles olhos claros a pegou de surpresa.
- Vinte e um anos contra meus 30 anos. E 21 de pura ingenuidade - disse ele proferindo as palavras devagar. - Por que se importa comigo?
- Você é um excelente recurso que temos. Por certo, se lembra de como estávamos à beira da falência quando foi contratado. - Demi deu risada. - Meu pai deve muito ao seu tino para os negócios. Mas ele ainda odeia bebida alcoólica.
- Por quê?
- Minha mãe morreu em um acidente de carro, um ano antes de sua chegada - explicou Demetria. - Meu pai havia bebido e estava ao volante.
Ela cutucou aquelas mãos perturbadoras, e J.A. a soltou. Vasculhando os armários, encontrou uma caneca branca que não estava quebrada ou lascada. Colocou ao lado da cafeteira e a encheu, antes de entregá-la a E.C., que se sentara à mesa e naquele momento coçava a cabeça.
- Está com dor?
- Não o suficiente - afirmou J.A. enigmático. Aceitando a caneca, tomou um gole da infusão quente e encorpada. E observou o líquido com olhar furioso. - Que diabos pôs aqui? Uma bota velha?
- Dobrei a quantidade de pó, mas nada - Demi se sentou ao lado dele. - Isso o deixará sóbrio em um instante.
- Não pretendo ficar sóbrio - soou a resposta concisa.
- Sei disso, mas não quero que seja demitido. - Demetria exibiu um sorriso gracioso quando J.A. lhe dirigiu um olhar enfurecido. - Você é a única pessoa deste lugar, com exceção do meu pai, que não me trata como uma causa perdida.
J.A. lhe estudou as feições suaves e o cabelo escuro e macio.
- Bem, acho que isso nos iguala, porque você é a única pessoa em anos que se importa comigo.
- Não é verdade - corrigiu Demi sorrindo apesar do que sentia, acrescentou: - Blanda também se importa.
J.A. deu de ombros e estampou um sorrido frouxo no lábios.
- Acho que sim. Entendemos um ao outro, Blanda e eu - murmurou com o olhar perdido. - Ela é singular.
Na cama, sem dúvida, pensou Demi, embora não pudesse se trair dizendo aquilo. Ela se ergueu e trouxe a jarra da cafeteira para a mesa para lhe encher mais uma vez a xícara.
- Beba tudo, amigo - disse ela gentil. - Os vigilantes não estão longe.
- Sinto-me mais firme agora - afirmou J.A. depois de tomar a segunda xícara de café. - Ao menos por fora. - Acendeu um cigarro e soprou uma nuvem densa de fumaça. Em seguida, reclinou-se para trás na cadeira, enfadado. - Deus, detesto dias como este!
Demi podia revelar que sabia o motivo sem se incriminar. Porém, lembrava com detalhes o que J.A. lhe contara e o grito que ele dera ao acordar do delírio febril. Pobre homem. Pobre e torturado homem! Perdera a mulher e o filho que ainda nem havia nascido durante um passeio de rafting em uma corredeira, ao qual tivera a infelicidade de sobreviver. Até onde Demi sabia, J.A. se culpava pelo acidente desde então. Por viver, ao passo que eles haviam morrido.
- Acho que todos nós temos bons e maus dias. J.A. Se você está bem, voltarei para o meu fogão. Papai me lembrou que estou lhe devendo uma torta de maçãs. Estive cozinhando durante a metade da tarde.
- Você é uma mocinha bem doméstica, não? - perguntou ele, procurando-lhe o olhar. - Wilmer virá visitá-la esta noite?
Demi corou sem saber o motivo.
- Wilmer é o veterinário, J.A., não meu namorado.
- Você precisa de um, docinho - disse J.A de modo inesperado, os olhos estreitando e a testa vincando ao tocar na caneca vazia. - É uma mulher, agora. Precisa de mais do que coleguismo de um homem.
- Sei do que preciso, obrigada. - Demi se ergueu da cadeira. - É melhor mergulhar a cabeça em uma tina de água ou algo parecido e se livrar dessa vermelhidão em seus olhos. E, pelo amor de Deus, tome alguns goles de antisséptico bucal de menta...
J.A. suspirou.
- Algo mais, mãe Lovato?
- Sim. Pare de se embebedar. Isso só torna tudo pior.
- Ora, você é tão esperta... - Ele a fitava com olhar curioso. - Não viveu tempo suficiente para saber por que as pessoas se embebedam, Demi.
- Vivi o suficiente para saber que ninguém nunca resolveu seus problemas fugindo deles. - Demi rebateu com a mesma fúria do olhar de J.A., que cuspia fogo. - E não comece a resmungar, porque essa é a verdade, e você sabe disso. Há anos tem vivido no passado, permitindo que ele o assombre. Oh, não tenho a pretensão de saber por quê - apressou-se em dizer, diante da desconfiança estampada no semblante de J.A. - Mas sei reconhecer um homem assombrado quando vejo um. Talvez devesse tentar viver no presente, amigo. Até mesmo na estação da parição. E pense nisso: você tem um recolhimento de gado com que se preocupar. - Esboçou um sorriso malicioso. - Vejo-o mais tarde.
Demi ia saindo do alojamento sem a jaqueta. Estava tão nervosa com a perspectiva de ter se traído que só sentiu o frio quando o vento a açoitou.
- Espere, você vai congelar - J.A. de repente se aproximou com a jaqueta nas mãos. - Vista isso.
Em um gesto imprevisível, ele segurou o agasalho para que ela o vestisse, mas não o soltou. Em vez disso, puxou-a ainda de costas contra o peito, as mãos longas queimando a pele de Demi através das mangas da jaqueta e o queixo apoiado em sua cabeça.
- Não permita que eu lhe fira o coração - disse ele calmo e com tanta ternura que a fez fechar os olhos em um gesto instintivo. - Nada me restou para lhe dar.
- Você é meu amigo J.A. - sibilou ela entre dentes. - Espero ser sua amiga também. Isso é tudo.
As mãos longas se contraíram em torno dos braços de Bella por um instante, o peito subindo e descendo com a respiração pesada.
- Ótimo. - E J.A a soltou. - Ótimo mesmo. Fico feliz em saber que é só isso. Não gostaria de magoá-la.
Demi abriu a porta e relanceou o olhar para trás, forçando os lábios a sorriram, embora ele tivesse acabado de lhe destruir todos os sonhos.
- Tente comer um pouco de chili da próxima vez que se sentir tentado a tomar uma bebedeira - aconselhou ela. - Sua cabeça explodirá da mesma forma, mas não lhe causará ressaca.
- Fora daqui! - resmungou ele, parecendo zangado.
- Se eu encontrar meu pai, direi a ele que você veio fazer um lanche, antes de alimentar o gado. - Demi sorria ao se apressar em fechar a porta e o ouvindo soltar um xingamento.
O pai estava em casa quando ela chegou. Patrick Lovato a encarava, furioso. Era sua própria imagem, exceto pela masculinidade e o cabelo branco.
- Onde esteve? - Ele exigiu saber.
- Lá fora, contando ovelhas - respondeu Demi com expressão inocente.
- Ovelhas ou apenas uma, negra, chamada J.A.?
Demi comprimiu os lábios.
- Bem...
O pai fez um gesto negativo com a cabeça.
- Se algum dia o surpreender com uma garrafa de bebida alcoólica, eu o demitirei no ato, não importa que seja um bom administrador - afirmou. - J.A. conhece as regras.
- Ele está fazendo um lanche no alojamento, pai. Apenas enfiei minha cabeça na abertura da porta para perguntar se queria um pedaço da minha... desculpe, da sua torta de maçã.
O pai exibiu uma carranca.
- A torta é minha. Não a dividirei!
- Eu fiz duas. - Demi se apressou em dizer. - Seu velho perverso, nunca demitiria J.A. Ambos sabemos disso, mas pode se agarrar ao orgulho e afirmar que o faria, se isso o faz se sentir melhor - concluiu, retirando a jaqueta.
Patrick terminou de acender o cachimbo e lhe relanceou o olhar.
- Vai despedaçar seu coração com aquele homem - disse ele, após um minuto de silêncio.
As costas de Demi enrijeceram.
- Sim, eu sei.
- Ele não é o que parece, filha.
Demi girou para encará-lo, cautelosa.
- O que quer dizer com isso?
- Diga-me você. - o pai olhou pela janela, onde a neve batia na vidraça sob as luzes externas. - Esse homem chegou aqui sem nenhum passado. Nenhuma referência ou documentos. Ofereci-lhe trabalho baseado unicamente na força da minha intuição e na habilidade que ele demostrou com os animais e os números. Mas J.A. é tanto um caubói quanto eu sou um banqueiro. Aquele homem é elegante, e seu conhecimentos sobre negócios não combinam com os de um homem pobre. Pode escrever o que estou dizendo, menina, ele é mais do que aparenta ser.
- De fato, J.A. às vezes parece deslocado.
Demi não poderia contar o que sabia ao pai. O motivo que o trouxera para um rancho, no meio do nada. Mas nem mesmo quando o ouvira revelar seu passado durante o delírio, ficara sabendo por que J.A. abandonara o passado nebuloso. Nascera rico, sofrera uma perda trágica e temia arriscar o coração outra vez. Contudo, aquilo não a impediria de arriscar o dela. Era tarde demais para qualquer conselho em sentido contrário.
- Ele pode ser qualquer coisa, Demi. Até mesmo um fugitivo condenado.
- Duvido muito. - Demi sorri. - J.A. é muito honesto. Lembra-se de quando você perdeu aquela nota de cem dólares no estábulo e J.A. a entregou? Eu o vi se esforçar para ajudar os outros vaqueiros menos afortunados. É um homem estourado, mas não cruel. Resmunga e xinga, o que os homens acham engraçado, mas apenas quando está tentando apressá-los para subirem as montanhas. E até mesmo em um momento como esse, mostra-se em total controle da situação. Aliás, J.A. nunca o perde.
- Percebi isso. Porém, um homem que permanece nesse tipo de controle durante todo o tempo tem de ter uma razão - lembrou o pai. - Há outros homens por aí. Não se arrisque com esse.
- Seu velho embusteiro... - resmungou ela. - Está sempre me empurrando na direção dele.
O pai atirou as mãos para cima.
- Gosto do sujeito. Mas posso arcar com isso. Está entendendo o que quero dizer?
As feições de Demi se contraíram.
- Acho que sim. Está bem, permitirei que Wilmer me leve ao cinema. O que acha disso?
Patrick Lovato fez uma careta.
- Que prêmio de consolação - resmungou. - Aquele homem é um palhaço. Não sei como conseguiu concluir a faculdade de veterinária com aquele senso de humor! É o tipo de homem capaz de tentar ganhar um prêmio exibindo uma vaca de pelúcia em uma exposição de feira de gado.
- Exatamente o meu tipo de homem - afirmou Demi, veemente, com um sorriso. - Descomplicado.
- É um selvagem - contrapôs o pai.
- Eu o domarei - garantiu. - Agora, deixe-me terminar essas tortas de maçã, está bem?
- Certo. Mas serei eu a levar o pedaço de J.A. - acrescentou com voz suave. - Quero verificar com meus próprios olhos se ele está mesmo lanchando.
Demi mostrou a língua para o pai e voltou à cozinha, deixando escapar um suspiro aliviado, quando se encontrava fora de vista.

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Espero que acompanhem , a FIC não foi eu que escrevi é uma adaptação, mais acho que vc's gostaram!!

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